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riscos_e_rabiscos

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Balanço do meu Natal.

Em primeiro lugar, quero dizer que este Natal não fui assombrada pelo espírito da tristeza e depressão, da angústia e da desolação. Não, desta vez passou-me ao lado. Isto não significa que, na prática, o Natal não tenha sido igual aos outros: sem dinheiro para prendas e um panorama geral igual aos anos.
Mas senti-me feliz por não sentir a angústia profunda e dilacerante que me costumava "atacar".
Como sempre, o Natal foi feito aqui em casa. Na mesa tivémos o bacalhau no forno, o borrego, o polvo e camarões. Quanto aos doces, havia sonhos, filhós, bolo de mel, mousse de chocolate caseira e o doce da minha tia (não sei o nome mas é MA-RA-VI-LHO-SO!). Ah e não faltou a tradicional dor de cabeça da minha mãe e a sua implicância com o meu pai.
Este ano não fiz a minha super árvore de Natal. Afinal estamos em tempos de crise e contenção, por isso fiz uma àrvore de Natal pequerrucha, condizente com as dificuldades que atravessamos.
(o anjo está torto mas é da foto... :P)
Também fiz o meu presépiozinho e, como sou fiel Às tradições, o jumento e o boi estão presente na cena natalícia. Conseguem vê-los? ;)
Aqui está uma foto que comprova que sou generosa e que dispensei o tampo do meu aparador - que é bem grandinho - para colocar tudo o que dizia respeito ao Natal. As prendas é que já eram...
Como o Pai Natal também tem direito a pedir um desejo, deixou-me um bilhetinho a pedir uns biscoitinhos, um chá quentinho e, se pudesse ser, uma companhia. Como os pedidos do Pai Natal são para atender, trouxe-lhe a Mãe Natal para lhe aquecer os pés... Lol! A Mãe Natal é gira que se farta, não é?

Enfim, a normalidade.

O meu lindo e amado computador (olha a graxa...!), resolve sempre avariar-se quando eu mais preciso dele. Mas é uma coisa à qual já me vou habituando, no entanto, não sou capaz de deixar de ficar danada!

 

Realmente, a semana passada só me aconteceram coisas para me porem à prova. E eu resisti e ultrapassei-as sem me enervar. Claro que fiquei meio abananada mas passou.

 

Começando pelo meu querido e amado PC com aqueles "achaques" que lhe deram mas que o meu ácaro alentejano lhe tratou da saúde. Estive vários dias a trabalhar com o meu mini PC que é girinho, branquinho e lindinho mas que tem um micro ecrã e eu sou mais cegueta que um morcego. Tenho a dizer que gosto muito de ti, brancolinhas, mas só para pesquisar, escrever... não!

Depois foi a odisseia do passe social, do título de transporte. Eu, Miss Pepper, mais tesa que um carapau, a ter que gastar os seus últimos trocos em fotografias para o desgraçado do passe. Tinha que ser e lá fui eu até ao fotógrafo para depois ir, finalmente, pedir a renovação do dito cujo.
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Chego ao fotógrafo, digo o que quero, manda-me sentar no banquinho e virar para aqui e para ali. Pede-me para aguardar um bocadinho para eu depois ir escolher a foto que quero para ele imprimir. Escolha feita e uma eternidade para imprimir... Surge a cabecinha do fotógrafo por detrás da parede que me diz "ó menina tem muita pressa? É que tenho um problemazinho na impressora, ela não quer imprimir... Dá-me meia horazinha?" Com o pensamento de que "devia ser tão feia, mas tão feia que até encravava impressoras", lá dei meia horazinha ao homem.
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Fui beber café, espreitar uma nova loja do chinoca que aqui abriu com coisas giríssimas e cujo fabrico é europeu (menos mal), e mais umas voltinhas para me entreter. Já com as fotos na mão, vou à casinha dos passes para, finalmente, pedir a renovação. E não é que a trombuda que lá está me diz que leva DOZE dias para me fazerem o passe?!?!? Tive três chiliques logo ali. Barafustei, e de seguida vim-me embora. Decidi que iria segunda-feira à estação do Metro fazer o passe que é de um dia para o outro.
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Depois fui à procura de um tecido que precisava. Corri a minha cidade toda e não encontrei. E não encontrei porque as retrosarias estão em vias de extinção. Epá, que desgosto! Mas também já consegui resolver este problema.
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No fim das contas, tudo está bem quando acaba bem. :)

 

Missão Cumprida.

 

E pronto, já se passou mais um mês de Agosto, este ano pouco veranil, com o colégio à minha responsabilidade. Apesar de, à partida, se poder pensar que este seria um mês calmo, de calmo não teve muito, pelo menos para mim.

 

Se fizesse um balanço do que se passou no mês de Agosto poderia dizer-vos que:

 

- Nos primeiros dias, o alarme fartou-se de disparar, tendo eu tido a honra de receber uma visita da polícia por suspeita de assalto (lol). Nabice minha? Quiçá! Mas que quem liga o alarme à noite também não o tinha feito correctamente, é uma verdade.

 

- Mais um dia de aniversário, que passei sem o N. a maior parte do dia. Não houve festejos, apenas fui beber café com a S., a minha amiga. Ofereci-me o livro do "Peso Pesado" (não vos tinha dito isto, pois não? :P).

 

- Nova auxiliar, panorama igual, ou pior. Esta passou o mês todo sem fazer a "ponta de um corno", como diz o povo. Lá estou eu a ser má língua! Claro que fez: espreguiçou-se e bocejou o mais possível, arranjou e pintou as unhas (corte de cutículas incluído!) quase todos os dias, dormiu a sesta com os mais pequenos, dormitou por todos os bancos do recreio à procura daquele que era "mais confortável", almejou poder estar na net o dia inteiro, comprou um telemóvel novo e durante dois dias não fez outra coisa senão estar de mãos e olhos postos no dito.

 

- A cozinheira melhorou o seu mau feitio e aproximou-se de mim. Acredito que me tenha tornado sua confidente. E até me permiti tomar o pequeno almoço todos os dias com ela. Ela tem mau feitio porque diz o que sente mas há outras ainda piores que mordem pela calada. Os segredos que tenho vindo a descobrir de há uns tempos para cá!!!

 

- Mais um Agosto, mais umas obras. É chato serem em Agosto mas noutra altura é impossível por causa das crianças. Embora sejam muitas as que estiveram comigo, são facilmente controladas e protegidas de qualquer acidente. São obras de beneficiação que, embora não fossem urgentes, eram precisas. Em resumo, amanhã começa a recepção aos alunos e as obras não estão acabadas...

 

- Caiu de céu (ou do inferno) a fulana. É daquelas pessoas que não geram empatia com os outros. Ou pelo menos com a maior parte dos outros. É tipo mandona, maria-rapaz, com andar pesado e masculino. A cereja no topo do bolo foi o dia em que trouxe umas calças de cintura baixa que, quando se sentava, ficava com as cuecas azuis turquesas todas à mostra bem como o "rego" e o rabo. Chocante, no mínimo! Isto são propósitos para se trabalhar e receber pais numa escola particular? Eu não acho e não sou nada conservadora. Quem me conhece pessoalmente, sabe.  Ah e se vocês vissem as calças das borboletas vermelhas escarrapachadas em cada "nádega" ? Sem comentários...

 

- Apesar de ter sempre uma melguinha para me azucrinar os miolos (opá, taditos! :S), correu tudo bem, eu brinquei com as crianças e elas comigo. E ainda lhe fiz uns presentinhos de agrado! Acho que passámos um mês feliz! :)))

 

 

Balanço Do Regresso.

 

 

Hoje foi o segundo dia de trabalho pós-amigdalite (pós o caraças, mas pronto!).

Alunos excitadíssimos porque a teacher já voltou, 300 macaquitos pendurados ao meu pescoço ansiosos para me beijarem e serem beijados. E a teacher tão doentinha...

 

Pensei que os dias fossem piores. Os miúdos sabem respeitar quando a teacher está doente e praticamente não fizeram barulho. Trabalharam que se desunharam de forma autónoma para tentarmos colmatar as minhas faltas. E assim também poupei um bocadinho a minha garganta.

 

Esta altura não foi nada jeitosa para faltar porque:

 

- estamos em época de pré-teste;

- falta acabar de leccionar a matéria prevista para o teste;

- existe a prenda, ou como dizem as VIPs, os presentes, para o Father's Day para elaborar;

- há que preparar a actividade para Easter;

- há relatórios de avaliação para preencher;

- a teacher vai pirar da batatinha;

- há o receio de não se conseguir chegar à 100ª lição (façamos figas para que a techer não falte mais. Queremos bolo! Queremos bolo!).

 

Mesmo assim, no meio disto tudo, tem havido uns raiozinhos de sol para alegrar os dias e relembrar que nem tudo é menos bom, digamos assim!